Laura compartilha como utiliza controles parentais em nível de dispositivo no computador da família e no celular do filho adolescente para ajudar a gerenciar o tempo de tela, promover um uso mais seguro das redes sociais e construir confiança à medida que seus filhos se tornam mais independentes online.
Por que começamos a usar o controle parental em dispositivos?
Laura é mãe solteira de dois meninos, de 10 e 15 anos, e mora e trabalha no sul do País de Gales. Como mãe autônoma que precisa conciliar trabalho e vida familiar, garantir a segurança online dos filhos tornou-se uma parte importante do seu dia a dia como mãe.
Para Laura, a segurança na internet não é apenas um luxo – é uma necessidade absoluta em um mundo onde conteúdo “inapropriado e misógino” pode estar a apenas um clique de distância.
Conforme seu filho mais velho foi crescendo e começou a usar o smartphone de forma mais independente para se manter em contato com amigos e familiares, Laura quis ter certeza de que conseguiria monitorar como ele estava usando o aparelho sem precisar ficar checando constantemente.
Como usamos o controle parental em dispositivos em casa
A família depende de uma combinação de hardware e software para segurança online. A primeira linha de defesa de Laura é usar Google Family Link no computador da família.
“Usamos isso porque me permite bloquear pesquisas ou sites inadequados que poderiam aparecer nos resultados das buscas”, diz ela.
Nos telefones dos filhos, Laura usa Apple Family Sharing Para ajudar a gerenciar o acesso às redes sociais e definir limites de tempo para determinados aplicativos.
“Com meu filho mais velho, isso me permite controlar coisas como quanto tempo ele pode passar nas redes sociais, mesmo quando não estou por perto”, explica ela.
Gerenciar o tempo gasto nas redes sociais pode ser especialmente útil para famílias com crianças neurodiversas, acrescenta Laura, pois pode reduzir a sobrecarga sensorial causada pelo tempo prolongado em frente às telas.
Encontrar o equilíbrio certo à medida que as crianças crescem.
Ter regras excessivamente rígidas nem sempre é útil para famílias com adolescentes.
“Se você disser não a tudo, eles vão tentar encontrar uma maneira de fazer isso sem o seu conhecimento ou aprovação”, diz Laura.
Em vez disso, ela recomenda a adoção de uma estratégia de "limites saudáveis".
Por exemplo, a filha de 15 anos de Laura tem permissão para ser adolescente. Instagram Ele tem uma conta, mas o acesso é limitado a uma hora por dia. Isso permite que ele se mantenha conectado com os amigos, respeitando os limites do tempo gasto em frente às telas.
Por que a aprovação do aplicativo é inegociável
Um aspecto fundamental da abordagem de Laura em relação à segurança online é a aprovação de aplicativos.
“Desde o início, quando ele ganhou um celular, qualquer aplicativo que ele baixasse tinha que ser aprovado por mim primeiro”, diz ela.
Se o filho dela quiser baixar um aplicativo, uma notificação é enviada para o celular ou computador de Laura para que ela possa analisá-lo antes da instalação.
Isso ajuda a evitar que aplicativos ocultos sejam baixados sem o conhecimento dos pais e incentiva conversas abertas sobre o que as crianças estão usando online.
Os desafios que os pais nem sempre conseguem controlar.
Apesar de ter implementado medidas de controle, Laura reconhece que as configurações dos dispositivos não podem proteger as crianças em todas as situações.
Sua maior preocupação é a "falta de consistência" quando seus filhos estão longe de casa.
“Não consigo controlar o que ele vê com os amigos ou fora de casa”, admite ela. “Isso me deixa muito nervosa.”
Como os pais não podem estar em todos os lugares ao mesmo tempo, Laura aconselha as famílias a se concentrarem em construir confiança e incentivar as crianças a se manifestarem caso se deparem com algo perturbador online.
“Sinto-me muito privilegiado por meu filho ter vindo até mim em diversas ocasiões e dito: 'Vi algo que me deixou desconfortável'.”
As principais dicas de Laura para outros pais
- Não confie apenas na tecnologia – os controles parentais não são perfeitos.
- Explique por que existem controles para construir confiança a longo prazo.
- Comece cedo e implemente a aprovação de aplicativos desde o primeiro dia.
- Use limites para promover a independência, não para restringi-la.
- Mantenha o diálogo aberto à medida que as crianças crescem.